Veja o relato do Gustavo Comitre, vencedor do Concurso em 2015, em matéria publicada na revista Exame.

Relato de uma experiência marcante
Logo após o retorno, Gustavo Comitre, vencedor da categoria Negócios Digitais e CPO do Dr. Cuco, startup voltada para a área da saúde, escreveu uma matéria bem bacana que você pode acessar aqui. Destacamos uma parte do relato, para que você possa se inspirar com o nosso vencedor e também com essa região fértil!

A facilidade da região em transformar problemas globais em soluções escaláveis
Na opinião de Gustavo, os segredos do Vale podem ser resumidos em:  ecossistema de inovação, cultura empreendedora e coletividade. Confira nas palavras do Gustavo:

Ecossistema de Inovação
A região conta com ótimas Universidades, centros de pesquisa, mão de obra especializada e grandes empresas inovadoras, o que cria um ciclo vicioso (no bom sentido). Bons profissionais saem de tais universidades e encontram empresas preparadas para absorver seus conhecimentos ou um cenário favorável para empreender naquela região. Com o tempo (que é muito menor nessa região, diga-se de passagem), parte dessas novas empresas crescem exponencialmente e ganham muito capital, em virtude do alto valor agregado em seus produtos e tecnologias, o que é reinvestido na própria região ou na vinda de excelentes profissionais e empresas de outras regiões do planeta. O resultado? Uma região com investidores, profissionais incríveis, universidades do mais alto nível, cultura de inovar e um cenário favorável para que novas empresas floresçam.

Cultura Empreendedora
Eita lugar onde ninguém tem medo do fracasso e acredita em seus próprios sonhos! Fracasso e risco fazem parte do perfil empreendedor, e por isso não é motivo de vergonha para ninguém no Vale, muito pelo contrário, se for para errar, erre, mas erre rápido. Além disso, empreendedor não vive de achismo, vai pra rua procurar seus potenciais clientes e entender seus verdadeiros problemas, angústias e desilusões, para então, a partir disso, encontrar seu problema de “1 Bilhão de dólares” para ser resolvido. Lá o Design Thinking não é ensinado em uma sala de aula, mas sentido na pele = Empatia-> Definição do Problema-> Ideação -> Prototipação-> Testes…

Coletividade
É lá onde ideias não são destruídas, mas sim construídas. Ao invés do “mas”, “não”, “isso não”, “não tenho tempo”, “não posso ajudar” … dão lugar a “e se também”, “claro”, “fale também com”…

As pessoas têm consciência que nenhuma solução inovadora é construída sozinha, é necessário apoio e colaboração. Em uma das visitas, tive a oportunidade de conhecer o CEO da Type A Machine, Espen Sivertsen. A empresa fabrica impressoras 3D, uma tecnologia que embora não seja recente, só agora está começando a se consolidar. Para estimular ainda mais o crescimento do setor, Espen buscou um espaço relativamente grande (um antigo galpão de uma montadora de carros) para que, em parceria com outras empresas de impressão 3D, fosse possível criar o maior complexo de empresas de impressão 3D do mundo.

Quando perguntado se tinha medo de ter concorrentes convivendo em um mesmo espaço a resposta foi muito clara: “NÃO! Eu conheço o meu mercado e onde minha empresa pode crescer, ter as demais empresas ao meu lado é uma vantagem competitiva, pois através de parcerias conseguimos ter mais representatividade e assim todos crescem”.

Muito obrigada, Gustavo, por compartilhar essa experiência!
E então, ficou animado em conhecer o Vale do Silício e dar impulso àquela sua ideia de negócio que está ainda em desenvolvimento? Inscreva-se na edição 2016 do Concurso! Ainda dá tempo. Acesse agora o regulamento e faça sua inscrição!