De acordo com Emil Eifrem, CEO da Neo Technology e cofundador do projeto Neo4j, a resposta é SIM. Há oito anos ele decidiu pelo Vale do Silício e, agora, possui uma empresa de 120 funcionários em 12 países, além de ter levantado US$ 50 milhões em investimentos.

Em um artigo publicado pelo TechCrunch, Eifrem explicou que, apesar da facilidade, empreendedores de qualquer lugar do mundo podem fazer bonito no Vale do Silício. O empreendedor de sucesso também listou algumas lições que aprendeu com a mudança. Confira:

1- Não é somente para engenheiros
O verdadeiro segredo do lugar são os talentos da não-engenharia, pessoas especializadas em software e provedores de serviços de internet. De desenvolvimento de negócios a gestão de produtos: o Vale realmente possui os melhores do mundo.

2- Mentores são o verdadeiro ouro do Vale do Silício
Muitas startups vão para o Vale em busca de investimento. Mas o que conta mesmo é a disposição e fácil acesso às melhores mentorias de negócios do mundo. Enquanto oportunidades de coaching em hubs novatos como Berlim e Estocolmo têm aumentado dramaticamente nos últimos anos, os mentores do Vale do Silício ainda são alguns dos mais experientes (vamos chamar esse fator “X”). Além disso, eles também são os mais dispostos a investir seu tempo e compartilhar suas experiências (fator “Y”).

Multiplicando X por Y, você tem uma cultura de orientação que é anos-luz à frente de qualquer outra – e não acho que alguém vai conseguir chegar à altura dentro de várias décadas.

3- Confiança é um obstáculo surpreendente
Ao migrar uma startup para o Vale, é provável que o empreendedor encontre uma diferença significativa na forma como os negócios são conduzidos nos EUA em relação ao seu próprio país. Cada contrato de serviço começa com negociações de contratos iniciais, detalhando todas as indenizações, a responsabilidades e baixa probabilidade. E um prestador de serviços não vai levantar um dedo até que veja o dinheiro em sua conta bancária.

Fonte/Tradução