Dormir com uma chave na mão, discursar com pedras na boca, ficar de cabeça para baixo, beber 50 copos de café por dia, se afogar de propósito… Algumas dessas coisas faz sentido para você? Pois para esses gênios, essas loucuras faziam parte de uma rotina de criatividade e estímulo.

Isaac Newton quase ficou cego fazendo experimentos  

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Antes dos trabalhos de Isaac Newton com a Óptica Física, acreditava-se que a cor era um mero efeito da pressão no nervo óptico. Para provar, ou derrubar tal teoria, Newton enfiou várias vezes um palito pontiagudo abaixo do olho, tentando pressionar o nervo ótico para ver o efeito disso. Não satisfeito, passou longos momentos olhando diretamente para o Sol. Depois piscava os olhos para ver os efeitos das cores resultantes dessa ‘experiência’. Resultado: teve cegueira temporária e só voltou a enxergar após passar três dias em um quarto escuro.

Salvador Dali cochilava com uma chave nas mãos

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O pintor surrealista espanhol Salvador Dalí é famoso por ter ostentado sua personalidade excêntrica para todo o mundo. Dali era um gênio até na hora de cochilar. Com uma chave na mão, sentado numa cadeira, ele deixava seu braço balançar sobre uma placa de metal. No momento em que o sono estivesse tomando conta dele, a chave cairia de sua mão, batendo na placa e produzindo um barulho alto o suficiente para despertá-lo. “Nem um segundo a mais é necessário para que sua mente e seu corpo estejam revigorados após a quantidade certa de repouso”, escreveu Dali. Utilizando da hypnagogia, estado entre estar acordado e dormindo, Dali era capaz de deixar sua mente mais solta e, assim, ter ideias.

Demóstenes discursava com pedras na boca e cortava seu próprio cabelo

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De acordo com o historiador grego Plutarco, o famoso orador e político Demóstenes nem sempre foi bom em discursar e, na primeira vez em que discursou, tudo que conseguiu foi arrancar risadas do público (não, não era um stand-up!). Mas, após ser encorajado por um amigo próximo, ele começou a praticar falando com pedras na sua boca e treinando em uma sala subterrânea todos os dias. Lá, ele raspava um lado inteiro do seu cabelo, para evitar sair antes, com medo de virar alvo de piadas.

Igor Stravinsky ficava de cabeça para baixo

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Igor Stravinsky, compositor russo-americano, mais notável por suas peças para balé, admitiu que todos os dias praticava um exercício ensinado a ele por um ginasta húngaro: ficar de cabeça para baixo. Mason Currey explica em seu livro, Rituais Diários, que Stravinsky fazia isso para limpar sua mente. Descobriu-se depois que realmente existem diversos benefícios gerados por períodos nessa posição, como o aumento da circulação e a detoxificação das glândulas adrenais.

O inventor Yoshiro Nakamatsu quase se afogava de propósito

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O inventor do disquete, e de outras 3 mil patentes registradas em seu nome, revelou que quanto mais perto da morte está, mais criativo fica. Ele já revelou também que afunda sua cabeça na água para ter novas ideias e completa: “Me mantenho embaixo d’água até ter meu momento de gênio, o que poderia acontecer apenas meio segundo antes de morrer”.