O empresário sueco, Bertil Hult, fundou em 1965, aos 24 anos, a EF Education First, uma empresa de educação internacional especializada em treinamentos de idiomas, viagens educacionais, programas de educação acadêmica e intercâmbio cultural.
Nascida no porão do dormitório da faculdade, hoje, a EF possui cerca de 37 mil funcionários e 500 escritórios e escolas localizadas em mais de 50 países.
Exemplo de superação, Bertil se inspirou em sua luta contra a dislexia para criar a EF. Depois de abandonar a escola, em parte por causa da sua incapacidade de aprender inglês, o empresário conseguiu um emprego como garoto de recados para um banco sueco. Seus supervisores logo reconheceram sua ética de trabalho e o enviaram para Londres, como uma recompensa. Apenas alguns meses depois de se mudar, Bertil já podia falar Inglês. Seu tempo no Reino Unido o ensinou que “aprender fazendo” poderia ter um igual – se não maior – impacto sobre os resultados educacionais em relação aos métodos tradicionais de sala de aula.
Veja as sete dicas que Bertil Hult compartilhou com os empreendedores:
1. Selecione as pessoas que combinam com a cultura da sua empresa. Não procure habilidades, pois a técnica pode ser sempre ensinada.
2. Lembre-se de que você não precisa se tornar um empreendedor digital só porque o mundo é tecnológico agora. Essa área é concorrida e conta com gênios. Se você não é um brilhante engenheiro da computação, pense duas vezes. Existem muitas outras áreas em que apostar.
3. Sempre foque no que você sabe fazer. Não aposte no desconhecido. Eu me tornei empreendedor porque era disléxico e precisava arrumar um emprego.
4. Não contrate pensando que pode demitir. Contrate quem tem coragem e brio para assumir erros, e não escondê-los.
5. Eu nunca fui um bom vendedor, muito menos sei fazer marketing. Sou apenas uma pessoa organizada. Lembre-se: para vencer, o empreendedor não precisa ser bom em tudo.
6. Nunca comece um negócio pensando em ficar bilionário ou ter sucesso. É perda de tempo. Isso só acontece com um punhado de pessoas.
7. As empresas gastam 85% do tempo tentando descobrir as habilidades da pessoa e 15% tentando saber se servem para o trabalho. Deveria ser o contrário. Para conseguir isso, contrate profissionais que você convidaria para ir à sua casa conhecer sua família.