A crise econômica abriu os olhos de muitos empreendedores para a saúde de seus negócios. Muitos acreditam que, se a empresa foi bem até o momento, confiar na mesma fórmula é a resposta para superar a recessão. Mas é aí que está o erro: crises são sinônimo de adaptação e mudança.  O primeiro passo é identificar e analisar os custos de cada área da empresa e visualizar possíveis barreiras para o crescimento e os custos mais supérfluos.

O economista Michael Porter, da Harvard Business School, tem alguns conselhos para enfrentar esse período:

Estabeleça um programa de trabalho positivo. É importante que as pessoas tenham um foco positivo, voltado para o futuro. Enfatize as metas e objetivos que devem ser atingidos, não aquilo que deixará de ser feito.

 Foque na estratégia. É mais fácil experimentar em períodos de crescimento. Agora é hora de redobrar o foco na estratégia e ignorar as distrações.

 Não perca de vista os fundamentos econômicos. Deixe bem claras e faça com que todos saibam quais são as fontes de dinheiro e as áreas de maior sucesso. Devido a inconsistências contábeis, muitas empresas não sabem onde estão ganhando ou perdendo dinheiro.

 Não tome atitudes exageradas; mantenha prudência. Não mude a maneira de tratar os clientes, pelo contrário, preserve aquilo que distingue a sua empresa e a torna única.

 Reduza os custos, mas não em detrimento da estratégia. Haverá cortes e controles de custos, mas tudo deve ser feito em função da estratégia. Esclareça quais áreas devem ser fortalecidas e quais não devem. Fazer cortes iguais em todas as áreas pode até parecer justo, mas será um erro.

 Posicione-se para o desempenho econômico de longo prazo. No momento, os preços das ações são irrelevantes, pois não têm a menor relação com o desempenho ou sucesso real de sua empresa no longo prazo. Agora é a hora de focar aquilo que a empresa realmente deveria fazer, não de agir de acordo com a movimentação do mercado de ações.

Avalie as oportunidades disponíveis. Aquisições ou parcerias que antes pareciam improváveis talvez agora sejam viáveis. A situação atual irá gerar muitas oportunidades de ruptura que não seriam possíveis em tempos “normais”.