Hoje termina o prazo para entrega do Plano de Negócio. O vencedor de cada uma das cinco categorias ganhará uma viagem ao Vale do Silício, na Califórnia.

A Época Negócios fez um especial chamado Diário do Vale contando as experiências e aprendizados do empreendedor Marco Gomes, fundador da boo-box, sobre sua viagem à região.  Ele conheceu várias empresas e teve a oportunidade de conversar com investidores e empreendedores de lá. Segundo Marco, ao perguntar quais são as tendências atuais no cenário de inovação em tecnologia no Vale do Silício, a resposta era quase sempre a mesma: bitcoins e drones.

Leia o relato de Marco Gomes e saiba como funcionam essas duas inovações:

Bitcoins
Muitas vezes descrita apenas como uma moeda virtual, o bitcoin na verdade é muito mais que isso. O bitcoin é um protocolo descentralizado para transferência de propriedade. Com startups como Coinbase, Bitpay e BTC Jam (fundada por um brasileiro), o cenário de empreendedorismo com bitcoins no Vale do Silício está cada vez mais fértil e os investidores estão com todos os radares ligados para iniciativas promissoras nesta área.

Mark Anderseen, fundador do Netscape e um dos mais importantes investidores de risco do mundo, afirmou que o bitcoin vai fazer pela economia nos próximos 20 anos o que a internet fez pela comunicação nos últimos 20 anos.

O bitcoin, no entanto, promete alterar os mecanismos fundamentais da economia, com isso influenciando mercados e até mesmo a soberania dos países. O empreendedor que resolve empreender em bitcoins deve estar preparado para lidar com a inevitável resistência do mercado financeiro e principalmente dos governos.

Drones
Os veículos aéreos não tripulados nasceram para uso militar, mas acabaram encontrando espaço também no uso civil, a exemplo de muitas outras tecnologias que usamos atualmente, como a internet e o GPS, por exemplo.

Normalmente dotados de câmeras e vários outros sensores como termômetro, os drones para uso civil podem ser usados como “olhos” na análise de obras da construção civil; produção de filmes, reportagens e documentários; brinquedo puramente recreativo; entrega de pacotes e correspondências; agricultura; fiscalização de grandes áreas e muito mais.

Há dúvidas quanto à capacidade da tecnologia de realmente melhorar a produtividade dos mercados em que pretende atuar, e, além disso, por serem pequenas aeronaves, os drones para uso civil também enfrentam desafios de regulamentação que ainda não estão totalmente resolvidos nos EUA, e no Brasil.