Moisés e Rodrigo: prosperar fazendo o bem

Os amigos decidiram largar seus antigos empregos e estavam tentando abrir uma cafeteria em São Paulo, quando decidiriam optar por um lugar mais tranquilo e próximo da natureza. Depois de um mês, abriram as portas do Jackbucks, em Foz do Iguaçu, em um local entre três países que fazem fronteira: Brasil, Argentina e Paraguai. A intenção deles era oferecer um lugar totalmente sustentável para pessoas do mundo inteiro se conhecerem e se inspirarem.

Eles já fizeram quatro festas gratuitas para integração e têm um sistema de troca de livros, sem custos. Os móveis são feitos com material reciclável e ao invés de copos e pratos, usam frascos de vidro, além disso, 10% dos lucros vão para a construção de um projeto social vinculado ao resgate de cidadania.

Verônica e Rodrigo: cidadãos do mundo

O casal de publicitários, Rodrigo Mattioli e Verônica Lacerdade, se conheceu em Brasília, e decidiu viajar pelo mundo sem amarras, e com pouco dinheiro. “Descobri que existem vários sites de voluntariado, lugares que oferecem acomodação e alimentação por troca de trabalho”, completa Verônica. Para a viagem, os dois precisaram fazer um planejamento financeiro antes de pegar a estrada. “Como freelancer, a gente tem uma regra básica: tem sempre que ter três meses adiantado de salário na conta-corrente”, explica Rodrigo. “Quando saímos de Londres, percebemos que três meses de salário de lá renderiam quase um ano em outros países.” O plano, então, passou a ser viajar seis meses com um orçamento de até £40 por dia (cerca de R$ 150). Na prática, os três estão gastando menos do que o planejado — o que dará uma “folga” para viajar por mais alguns meses além dos seis que já constam no currículo.

Juntos, eles moraram em três países e oito estados diferentes, e não pretendem parar: se há algum lugar que eles têm vontade de morar, param, se não, continuam a busca. Muitos os consideram corajosos, mas eles não se veem assim. “É preciso ter mais coragem para ficar no mesmo lugar, levando a mesma vida, sem mudar nada durante anos, do que resolver arriscar e se mudar”, pondera Verônica. “Não é que um jeito seja melhor que o outro, mas é assim que a gente gosta de levar a vida.”