É comum as pessoas dizerem que o jovem deve arriscar mais na hora de investir já que, se houver alguma perda, ele tem mais chances e tempo de recuperar um eventual prejuízo.

Mas será que essa lógica está correta? Com as perdas mais reparáveis, há mais liberdade para se investir? Aqui fazemos algumas ressalvas para quem pensa em adotar essa postura:

  1. Jovens não têm dinheiro
  2. Jovens não têm experiência

Cuidado com os sustos! É bem possível que você não tenha condições financeiras de bancar uma segunda aventura e provavelmente não tenha experiência para sobreviver a investimentos com alta instabilidade. Por isso, comece com investimentos de baixo e médio risco, e com baixo custo. Se acostume com o mercado e, conforme for acumulando conhecimentos, você se sentirá mais seguro a tomar uma atitude mais agressiva, que combine mais com seu perfil.

O fundo de investimentos e os investimentos com renda fixa em geral são ótimas opções para jovens que buscam aplicações com riscos e capital baixos. Conheça duas opções de investimento com renda fixa:

CDB (Certificado de Depósito Bancário) – Quando o poupador aplica num CDB, ele empresta dinheiro ao banco, que devolve o valor emprestado corrigido pelo CDI, o juro pelo qual os bancos emprestam entre si. O risco maior desse tipo de investimento é o banco quebrar e não conseguir honrar sua dívida. Mesmo assim, há a cobertura de até 70 mil reais do Fundo Garantidor de Créditos, caso isso aconteça. Pela menor visibilidade, em bancos pequenos há a possibilidade de obter taxas maiores.

LCI (Letra de Crédito Imobiliário) – O título é emitido por bancos para obter recursos para o financiamento ao setor imobiliário. Sua maior vantagem é que, para incentivar a atividade, o governo isentou de Imposto de Renda os rendimentos obtidos da LCI.  Mas nada é perfeito: geralmente a aplicação inicial deve ser alta (em torno de R$ 10 mil) e o resgate deve ser feito em no mínimo dois meses.