Você provavelmente conhece o desespero de perder as chaves, cartão de crédito e outros acessórios. Pensando em uma forma de solucionar esse problema, Orlando Purim, aluno de Administração – Gestão Empresarial na FURB, criou uma alternativa para facilitar nosso dia a dia. O Anel Inteligente funciona com rádio frequência e consegue substituir tudo que você precisa carregar em um só produto. Segundo Orlando, “O Plano de negócio foi a prova da viabilidade dessa ideia e uma ferramenta importante para pensar e analisar todas as possibilidades de mercado.”

Além da premiação pelo Concurso Estadual Plano de Negócio para Universitários SEBRAE/SC, a ideia também foi reconhecida pelo Sinapse de Inovação (http://sc4.sinapsedainovacao.com.br/sc4/empresa/atar-technologies) , aprovada no edital de inovação SESI/SENAI e finalistas do desafio Intel 2014. O Anel Inteligente, ou ATAR Ring, deu origem à empresa ATAR Technologies (http://www.atartech.com.br/) , que está incubada no Instituto GENE.

Saiba mais como foi a experiência de Orlando Purim:

 

– Como foi elaborar o Plano de Negócio? Quais foram as principais dificuldades?

Meu objetivo principal para essa competição era ganhar e ir ao Vale do Silício, um sonho e oportunidade para impulsionar meus projetos. Para isso eu precisava fazer o melhor plano de negócio, então eu estudei muito! Desde a estruturação do produto até o negócio em si. Estudei eletrônica, software, administração, marketing, empreendedorismo, finanças… e validei o negócio em várias ferramentas e formas que todos esses campos do conhecimento proporcionaram. Além disso teve o trabalho operacional, levantar custos junto a fornecedores, validar esquema de importação de componentes, requisitos para operação…

Tive sorte em contar com uma grande orientadora, professora Ida, que rapidamente me direcionava quando alguma dificuldade era encontrada e vários outros colegas que auxiliaram com desenhos técnicos, cotações e até prototipagem do produto.

– Onde você buscou as informações para realizar o Plano de Negócio? Como foi a pesquisa?

O SEBRAE disponibilizou um template com as macro áreas que deveriam ser abordadas no plano. Mantive contato com professores, colegas e outros empreendedores para receber feedback e conselhos. Também acompanhei muito comunidades de empreendedores e tecnologia na internet. Essas foram as principais fontes de informação que tive e que direcionavam a todas outras.

– Qual dica você daria para quem está fazendo agora o Plano de Negócio?

Ache algo que você realmente goste, dedique-se, tenha um propósito para o que está fazendo e tudo será mais fácil e gratificante. Eu estava trabalhando com o que gostava, tecnologia, resolvendo um problema que milhões de pessoas tem, inclusive eu, e correndo atrás de meu sonho de ir ao Vale do Silício e tornar meus projetos realidade. Assim é fácil justificar as noites mal dormidas, os finais de semana trabalhados, a cara de pau de pedir ajuda e concelhos a Deus e ao mundo e mais importante de tudo, ter firmeza ao defender seu projeto.

– Sobre a apresentação para a banca de avaliação, como defender sua ideia em tão pouco tempo?

Eu acredito que o segredo de um pitch é ser direto e falar o que sua audiência que ouvir, e isso varia muito. Após analisar sua audiência e entender as intenções, suas e deles, você pode formular a apresentação. É necessário prender a atenção da audiência, para isso sua história precisa ser boa e envolvente, o ideal é que sua audiência se identifique com o que você está falando.

– O que chamou sua atenção em relação às empresas visitadas, no Vale do Silício? Alguma curiosidade?

Lá existe muita colaboração e autonomia. As pessoas constantemente e ativamente se ajudam e trocam conhecimentos em prol dos projetos que estão desenvolvendo, o que torna muito mais rápido o desenvolvimento e aumenta muito as chances de sucesso ou torna o fracasso mais rápido e menos custoso. Infelizmente não temos essa cultura aqui, existe muito medo e receio em trocar conhecimento ou ajudar alguém em algo que possa “render dinheiro”.  Acredito que quem institucionalizar isso e achar pessoas que pensem/trabalhem dessa forma terá uma vantagem competitiva gigante.

– Como foi a recepção das empresas?

Foi ótima, todos nos receberam muito bem e foram muito solícitos. Esse é outro ponto da cultura de lá, é incrível a facilidade de se conectar as pessoas. Após a viagem com o SEBRAE, aluguei um quarto em uma casa para passar trabalhar em meu projeto por uma semana. Os donos da casa, curiosamente, tinham uma startup e ajudaram muito nessa empreitada, todas empresas, incubadoras, aceleradoras que visitei me receberam muito bem… É incrível a facilidade de se falar com um CEO ou investidor por lá e como essas pessoas realmente te ajudam a alavancar seu projeto.

–  Qual aprendizado que a viagem proporcionou a você?

O Vale do Silício funciona com o QI (quem indica), porem diferente do Brasil o QI deles realmente leva a sério suas capacidades e a seriedade do seu projeto. Como um designer que me ajudou por lá disse quando pedi como acessar algumas pessoas importantes: “quem são seus amigos?”, networking é muito importante para impulsionar uma empresa… então, fale de seu projeto, peça ajuda, mostre-se para o mundo e as pessoas vão te ajudar e inclusive te indicar para outras pessoas.

Nesse mesmo sentido vem a colaboração, ajude as pessoas em seus projetos e elas vão te ajudar no futuro. Não custa você dar uma forcinha, usar seus contatos ou conhecimento para ajudar outro empreendedor e com certeza quando ele tiver as condições, vai te ajudar também.